Quatro décadas a imprimir qualidade, confiança e inovação
Fundada em 1984 por três profissionais das artes gráficas, a Palmigráfica cresceu de uma pequena oficina na Rua da Palma para uma referência nacional na impressão, acabamento e produção de embalagens. Quatro décadas depois, continua a distinguir-se pela qualidade, rapidez, inovação e acompanhamento próximo ao cliente, valores que permanecem tão sólidos como no primeiro dia.
A história da Palmigráfica é inseparável da história do seu fundador, Manuel Trindade, que começou a trabalhar “com 14 anos, em 1968, logo numa empresa de artes gráficas, como impressor”. A paixão pelo setor e a experiência acumulada levaram-no, anos mais tarde, a unir forças com dois colegas – um fotógrafo e outro impressor – para adquirir uma pequena gráfica na Rua da Palma, que viria a dar nome à empresa.
“Não tínhamos equipamento nem trabalho; tínhamos apenas vontade de começar”, recorda. A primeira máquina era rudimentar, limitada a pequenos cartões e faturas. Mas rapidamente chegaram novas encomendas e, com elas, o primeiro equipamento de offset, que permitiu dar um salto qualitativo.
O crescimento levou à mudança para a Póvoa de Santo Adrião, onde a empresa comprou instalações próprias e adquiriu, pela primeira vez, máquinas novas. Mais tarde, já numa fase de expansão constante, a Palmigráfica instalou-se no Carregado. “Chegou o momento em que o espaço já não nos deixava crescer. Foi preciso arriscar e investir”, partilha o fundador. E assim fizeram: um pavilhão maior, novas máquinas a quatro cores e, depois, equipamentos de topo de gama, capazes de dar resposta a trabalhos cada vez mais complexos. A evolução não se fez apenas em metros quadrados ou maquinaria. A estrutura societária também se transformou ao longo do tempo. Após várias fases, Manuel Trindade adquiriu a totalidade da empresa, hoje gerida consigo pela filha, Mónica Paulo, que integra a segunda geração e que entrou em 2001. “Fui aprendendo com quem aqui estava e com o meu pai. Nada disto me era familiar, mas apaixonei-me por este mundo, são mais de 20 anos a crescer dentro da empresa, a aprender cada detalhe do negócio e da cultura e isso devo-o a todos aqueles que contribuíram para o meu crescimento enquanto pessoa e profissional. Tudo o que sei hoje foi construído dentro da empresa, no terreno, lado a lado, com a produção, clientes e equipa. Trabalhar com o meu pai, é um privilégio enorme, poder construir o futuro com quem já construi o passado. Há experiência, visão, respeito mútuo e confiança. Esta nova etapa representa continuidade e reforço”.
TECNOLOGIA AVANÇADA E CAPACIDADE RARA DE ADAPTAÇÃO AO CLIENTE
A Palmigráfica distingue-se pela oferta integrada: pré-impressão, impressão, acabamento, personalização e expedição, tudo dentro de portas – uma vantagem decisiva para cumprir prazos exigentes. “Hoje em dia, quem não cumpre prazos tem muita dificuldade no mercado. É preciso ter preço, qualidade e prazo”, reforça o fundador.
A empresa é altamente eclética: produz desde cartões e folhetos a revistas, agendas, calendários, brochuras, materiais publicitários, livros e produtos técnicos. Mas uma das suas maiores forças está no acabamento, onde dispõe de equipamentos para dobrar, picotar, personalizar, encartar, colar ou integrar amostras – processos que muitas gráficas não conseguem executar internamente.
Nos últimos anos, a área das embalagens tornou-se estratégica. A empresa investiu em máquinas de fechar caixas a quatro e seis pontos de cola, em soluções para fundos automáticos e, recentemente, em tecnologia para caixas cónicas. “Hoje conseguimos fazer praticamente qualquer modelo de caixa”, afirma o responsável. Isto inclui peças técnicas, embalagens de apresentação, caixas de perfume, soluções premium ou estruturas totalmente desenhadas de raiz pela equipa criativa.
A par disto, a Palmigráfica possui também equipamentos de grande formato e diversas máquinas digitais, essenciais num mercado onde as tiragens têm diminuído. “As quantidades pequenas obrigam a trabalhar em digital: é mais rápido, com excelente qualidade e muito mais económico.”
RECONHECIMENTO PÚBLICO
A carteira de clientes é vasta e diversificada: publicidade, restauração, retalho alimentar, perfumaria, laboratórios, energia, câmaras municipais, entre outros. Desde a NOS à EDP, passando pela Delta, Sumol ou diversas autarquias, muitos são parceiros de longa data. “Temos clientes que estão connosco há mais de 30 anos”, assinala o fundador.
O acompanhamento personalizado é outra marca da casa. Mónica sublinha que os clientes valorizam “ver o trabalho a decorrer, receber vídeos e sentir que há alguém a acompanhar cada etapa”. É esta proximidade que fideliza grandes e pequenos clientes, desde quem imprime um cartão de visita a quem realiza campanhas de dezenas de milhares de euros.
A Palmigráfica foi também pioneira no país ao obter, simultaneamente, certificação de qualidade, ambiental e EMAS, o sistema europeu de gestão e auditoria ambiental que impõe algumas das normas mais rigorosas do setor, exigindo monitorização contínua do desempenho ambiental, auditorias externas independentes e transparência total através de declarações ambientais verificadas. Embora o custo elevado tenha levado à decisão de abandonar duas delas, os procedimentos mantiveram-se “exatamente iguais, porque sempre tivemos rigor ambiental e responsabilidade no processo”. A certificação FSC (Forest Stewardship Council), que assegura que o papel e cartão utilizados provêm de florestas geridas de forma responsável, com proteção da biodiversidade, respeito pelos trabalhadores e rastreabilidade total da matéria-prima, essa, permanece e é hoje essencial para cerca de metade dos clientes.
Os prémios empresariais, recebidos de forma consecutiva, são uma validação do caminho percorrido. “Não trabalhamos para prémios, mas quando chegam é sinal de que o mercado reconhece o nosso esforço e dedicação”, diz o fundador.
